Inevitávelmente...
“Era uma vez uma menina que queria saber qual era o destino das folhas secas do outono
Numa bela tarde passeando pelas ruas de pedra avistou uma única folha com as pontinhas enroladas de tão seca, estava ali, incrivelmente imóvel, pois não havia vento. Pensou em aproximar-se e, em dois passos lentos agachou-se, curiosa, se perguntando se o destino daquela folha já fora traçado ou se estava ali somente de passagem. E num piscar de olhos, o vento levantou a folha, que de tão seca, facilmente flutuou, a menina rapidamente ficou em pé, e seguiu o caminho que a folha traçava. A viagem foi longa, cansativa, o vento parecia incansável, fazia daquela folha seu brinquedo, flutuava, rodopiava, queria cair, mas o vento cuidava logo de levantá-la, e o ruivo que soava, parecia a sua risada, se divertindo à custa daquela pequena folha seca. “Até que cansou, a folha caiu, e ali ficou, pois a terra úmida não queria soltá-la, parecia sugá-la, a menina então percebeu que a folha estava se desmanchando, e que ali se transformara mais um adubo orgânico.”